A programação comemorativa contou com uma mesa-redonda, formada pelos quatro chefes de cada ramo do MPU: além de Paulo Gonet, o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira; o procurador-geral de Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli; e o procurador-geral do Distrito Federal e Territórios, Georges Seigneur. O debate foi mediado pela diretora-geral da ESMPU, Raquel Branquinho, que convidou os participantes a refletirem sobre o papel e o futuro da ESMPU neste momento desafiador para a educação.
“O Ministério Público é a única instituição citada expressamente pela Constituição Federal como a guardiã do regime democrático. Numa época em que as leis e a jurisprudência mudam com velocidade, é indispensável que tenhamos na Escola Superior do MPU um lugar em que possamos buscar o estado atual da arte do Direito.” A afirmação é do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao prestigiar o evento realizado nesta quinta-feira (11), em Brasília.
“Estamos em uma época em que se duvida do que se vê. A ESMPU mantém a credibilidade necessária para ouvir todas as vozes e testar o que é dito. Como guardiões do regime democrático, precisamos aprofundar técnicas e práticas para cumprir essa missão”, afirmou o procurador-geral da República. Bortolli destacou que a ESMPU é um espaço democrático, absolutamente importante para o Ministério Público Militar. “Aqui falamos e somos ouvidos. Neste tempo em que se desacredita de tudo, a Escola é um porto seguro para onde podemos recorrer”, destacou.
Segundo Oliveira, o palco para a capacitação de membros e servidores do Ministério Público do Trabalho é a Escola. “A iniciativa de ouvir cada ramo é fundamental para o desenvolvimento dos integrantes da instituição. Acredito na qualidade do ensino ofertado”, acrescentou. Para Seigneur, a ESMPU tem o desafio de integrar os quatro ramos com suas atuações tão distintas. “Precisamos conciliar alguns pontos, entender as transformações que estão ocorrendo e ter um olhar comum para construir uma integração que vai auxiliar a nossa atuação no futuro.”
O evento contou com a palestra "Perspectivas da educação profissional no Brasil e o papel das Escolas de Governo”, proferida pela pesquisadora e professora Acácia Zeneida Kuenze, que discorreu sobre o papel da educação corporativa e o futuro do ensino. A exposição foi mediada pela coordenadora de Ensino do MPF, a subprocuradora-geral da República Silvana Batini.